e Confira a íntegra do conto "O Náufrago do Rio dos Tubarões" ~ Diário do Moretti
Facebook

sábado, 28 de maio de 2016

Confira a íntegra do conto "O Náufrago do Rio dos Tubarões"




O NÁUFRAGO DO RIO DOS TUBARÕES

Por Marco Moretti

“Esta carne, que vos dou,/ Insensatos, é a vossa/
E na minha medula está/
Cravada a marca de vossos ancestrais./
Vinde, vinde, a cada mordida/ Vossa boca poderá saboreá-los”
Johann Wolgang von Goethe – Canção de morte
de um prisioneiro brasileiro

"O Homem Desesperado", obra de Gustave Courbet - Fonte: Wikipedia

            Havia duas ou três coisas sobre as quais o jovem Jean-Luc Dupont desconhecia a seu próprio respeito. Uma delas é que possuía uma memória prodigiosa, capaz de rememorar com exatidão cartesiana cada um dos 150 salmos da Bíblia. Outra é que nadava com a destreza de um peixe. O terceiro e não menos importante atributo é que era dono de uma carne tenra e saborosa. Essa qualidade se revelaria fatídica ao cabo de alguns dias. Guardemos, pois, esse fato em nossas lembranças e não indaguemos dele até o momento oportuno. Quanto às demais características, serviram-lhe galhardamente para sobreviver a um naufrágio ocorrido nas costas brasileiras. Para os trópicos havia se dirigido, oriundo da Europa, com o intuito de integrar a colônia reformista francesa montada na Baía de Guanabara pelo infame comandante Villegagnon[1], quando uma borrasca atingiu a nau em que viajava, levando-a a pique.
            Dupont teria perecido então não fosse a vontade férrea em sobreviver, somada à crença vigorosa em um Deus provedor. Tendo por salva-vidas apenas um fragmento partido do leme, permaneceu à deriva por vários dias, sendo levado ao sabor das águas e das correntes oceânicas para o sul do continente, uma região ainda pouco explorada pelos europeus de qualquer plumagem. Foi quando seu conhecimento bíblico e a habilidade aquática revelaram-se úteis. A recitação ininterrupta e repetida dos salmos salvou-lhe da insanidade na mesma proporção em que a inesperada capacidade de nadar impediu que se afogasse em meio às ondas bravias que o açoitavam. Ou que se convertesse em alimento de tubarões. Apesar da obstinada persistência em manter-se vivo, acabou por sucumbir ao esforço e à fraqueza e desfaleceu ainda agarrado ao lenho que o mantinha à tona. Assim desacordado, foi acolhido pela desembocadura de um rio não muito largo nem muito fundo, que tratou de entregá-lo às margens de uma enseada légua e meia terra adentro, onde meia dúzia de mulheres índias ocupavam-se com seus afazeres diários.
            Ao avistar o corpo inerte do rapaz boiando na água, retraíram-se, a um primeiro impulso, com medo de que se tratasse de um tubarão desgarrado, como os que costumavam freqüentar aquele rio, acertadamente batizado pelos tupiniquins de Peru-hybe[2]. Ao constatar que não passava de um ser humano, amontoaram-se à sua volta, admiradas com sua aparência, radicalmente diferente do que estavam acostumadas a ver. Os trajes, ainda que esfarrapados, despertaram curiosidade, e o nariz proeminente fincado no alto do rosto comprido, a pele alva e o aspecto físico franzino geral provocaram frêmitos pronunciados nas mais jovens. Nada que se comparasse ao assombro que expressaram diante do gemido profundo que emitiu segundos após ser avistado, prova cabal de que continuava com vida. Em pânico, largaram os potes e cuias de barro e correram a chamar os homens da aldeia em seu auxílio.
            Os guerreiros acorreram prestes, munidos de suas bordunas, seus arcos e flechas, prontos para perfurar e estraçalhar o crânio do forasteiro caso tentasse algo. Olharam-no não menos curiosos que as mulheres, e um deles, franzindo o cenho, antecipou-se aos demais e fustigou-o com a ponta de uma flecha, ao que Dupont reagiu com um lamento doloroso. A manifestação provocou reações desencontradas e uma discussão alçou-se entre os indígenas, resolvida tacitamente quando um deles, por sinal o mais robusto, gritou mais alto, ordenando aos outros que retirassem o estrangeiro da água e o amarrassem a um tronco com cordas feitas de raízes.
            A tudo o francês permaneceu alheio, entregue ao confortador abraço de Morfeu[3]. Portanto, não viu quando o carregaram atado a um pau, feito porco do mato, dezenas de metros floresta adentro. Tampouco viu quando a taba dos índios tupiniquins engalanou-se para recebê-lo. O alvoroço contagiou crianças, moços e velhos, que saíram de suas ocas para assistir à chegada do estranho visitante. Dupont continuava desacordado quando o levaram para dentro de uma das choças e o depositaram sobre uma rede suspensa a alguns palmos de altura do chão de terra batida. Se estivesse desperto, teria presenciado o olhar de curiosidade que acompanhou sua procissão pela aldeia. Talvez tivesse até notado aqui e acolá alguns sorrisos maledicentes nas mandíbulas grotescamente decoradas com ossos atravessados no queixo, e contagiantes expressões de euforia e desmesurado prazer ante a sua chegada triunfal. A considerar os olhares de desejo que as moças lhe voltavam e ao lamber dos beiços das matronas, era como se um festim estivesse prestes a começar e ele fosse o convidado de honra. “Remiurama”, gritavam repetidamente. Contudo, só logrou acordar muitas horas depois, quando a lua já ia alta.
            Recobrou os sentidos com um susto, ou melhor dizendo, com um tombo. Ao se debater, ainda pensando estar em alto-mar, a rede emborcou e ele caiu de bruços no chão, fungando um punhado de terra com as fuças pronunciadas. Porém, Dupont não se permitiu lançar um impropério sequer. Isso seria impensável a um pastor huguenote[4] de seu molde e corte. Antes, preferia em tudo enxergar a vontade inefável de Deus, e interpretava até os mais atrozes sofrimentos como provações ao seu caráter. Caráter esse rigorosamente reto e sem arestas, talhado a ferro e fogo pela leitura atenta das Escrituras. Como resultado desse esforço sobre-humano, exibia uma austeridade moral sem concessões, que em última instância era a maneira que havia encontrado para compensar a aparência imperfeita e desproporcional com que Deus o havia agraciado. Desse contraste entre o interior ilibado e o exterior corrompido resultou a fé inabalável de que estava predestinado a cumprir um grande destino nestas terras bárbaras.
            O som de sua queda não passou despercebido de seus captores, e logo um dos indígenas, que posteriormente revelou ser o pajé da taba, adentrou a cabana. Com um longo cajado de madeira encimado por penas de papagaio na ponta, o ancião, corpo pintado de jenipapo, postou-se diante do francês e passou a inquiri-lo em sua língua, que para o estrangeiro soou tão incompreensível quanto o idioma de Montaigne soaria a um babuíno. Porém, os gestos alargados e a expressão de cólera no rosto do selvagem denunciavam um certo mal-estar com sua presença, arriscaria dizer uma hostilidade incontida. O europeu deduziu que isso devia-se provavelmente ao fato de não ser nem se parecer com os portugueses, aliados dos tupiniquins naquelas paragens. Isso significava, para o pajé, que estava associado à raça rival dos tupinambás, o que o qualificava como inimigo natural a ser exterminado.
            Essa tese não se sustentou por muito tempo e veio abaixo poucas horas depois. Em seu íntimo, o jovem se preparava para ser martirizado na arena indígena e servido de alimento às feras tropicais quando, para sua surpresa, foi brindado com uma profusão incessante de alimentos. A maioria dos legumes, frutas e carnes era completamente desconhecida de seu olhar, olfato ou paladar europeu. Vinham em levas de cabaças de barro carregadas de bananas da terra, mamões e peixes, acompanhadas de bolos de aipim e mandioca. Embora esfomeado e enfraquecido, ignorou solenemente os apelos de seu estômago. Ao menos em parte, esforçando-se para consumir apenas o necessário para manter-se de pé. A cornucópia daquela orgia culinária, que se estendeu pelos dias seguintes, sem que de nada adiantassem suas manifestações de protesto com gestos de mãos e braços, levou-o a erguer uma barreira de orações contra a tentação da gula que o acometia, escorada nos fundamentos de sua intransigente determinação religiosa.
            Em sua mente protestante, aquilo bem podia ser o Jardim do Éden terrestre, com todas as delícias que estavam reservadas a bem-aventurados como ele, como o terceiro círculo do Inferno[5]. Porém, não tardou para que sua sensibilidade dialética se impusesse, levando-o a interpretar esse banquete como novo sinal enviado pelo Criador. Muito provavelmente, um sinal para que exercitasse a virtude perante os excessos que açoitavam ininterruptamente três de seus mais vulneráveis sentidos. Se assim fosse, o domínio sobre os instintos seria então testado ao limite de suas possibilidades com nova e surpreendente oferta dos índios exatos sete dias após a sua chegada.
            Logo pela manhã, foi despertado pela entrada na oca de uma linda garota indígena. Ela penetrou o lugar em silêncio, e furtivamente esgueirou-se até a rede, depositando a mão em seu peito sob a camisa semiaberta. Um tanto assim mais baixa que ele, de olhos e cabelos escorridos cor de azeviche e pele acobreada, era a própria visão do pecado para um huguenote puritano da sua estirpe. Sobretudo porque trazia expostas as vergonhas, todas muito verdes e muito frescas. Ante o toque macio de seus dedos finos e ornados de pinturas, o francês acordou sobressaltado e persignou-se, incrédulo diante daquele espetáculo, para ele, nada menos que satânico. A palavra que se recusou a escapar de sua garganta e enfurnou-se em seu peito era sacre coeur.
            Aquela Lilith[6] tupiniquim que se apresentava escandalosamente nua ao seu olhar aparvalhado era uma provação viva à sua capacidade de manter-se fidedigno aos princípios morais que tanto defendia. Em vez de cobrir os olhos com repugnância, exultou diante da tentação que Deus colocava em seu caminho. Sentiu-se o próprio João Batista ante Salomé e se regozijou com o papel que lhe cabia cumprir nesse drama. Contudo, quando a jovem avançou sobre ele, fazendo menção de entregar-se aos impulsos naturais que não deixavam de acometê-lo, o rapaz rapidamente pôs-se de pé e recuou, aterrorizado. Por mais que a cunhã insistisse, ele estava disposto a resistir até o último suspiro às suas investidas. Capitular aos desejos nesse momento seria o mesmo que rasgar as Escrituras, atear fogo às negras vestes protestantes, trair sua própria raison d’etrê. Encurralado diante do mal, recorreu à única arma que dispunha, a arma suprema ao seu alcance:
            - “Ainda que as águas tumultuem e estuem e venham abalar os montes, está conosco o Senhor dos exércitos, nosso protetor é o Deus de Jacó.”[7]
            Assim começou ele a proferir as orações do Saltério, de olhos fechados, enquanto recuava cada vez mais até parar de encontro à parede de palha da oca. Quando abriu os olhos, a jovem havia desaparecido como por artes do demo.
            Dupont soltou um suspiro de alívio, e rezou fervorosamente outras tantas estrofes salmísticas em agradecimento. Enquanto rezava, uma idéia suspeita, uma idéia asquerosa e malcheirosa, inoculou-se em sua mente. Se estava predestinado a cumprir os desígnios do Senhor, quem era ele para almejar resistir-lhe as provocações? Deixar-se carregar para o seio do pecado não seria uma maneira de melhor acatar sua vontade suprema? Porém, se assim agisse, se chafurdasse na lama da lascívia, não estaria incorrendo no mesmo erro dos papistas[8], que a todo mal se entregam para depois se redimirem no ato da confissão a fim de poderem errar novamente de alma purificada, num círculo vicioso interminável?
            Esse e outros aspectos da religião de Roma eram-lhe insuportáveis. De todos os rituais da Igreja Católica, porém, o que desprezava do mais profundo desvão de sua alma era certamente o da Eucaristia. Que se consumisse a hóstia celebrada como representação do corpo de Jesus Cristo, isso para ele era não só aceitável como desejável. O que não podia compreender era a noção de transubstanciação para os católicos implícita nesse ato. A idéia de que a hóstia se convertesse literalmente na carne do Messias ao ser consumida em nossas entranhas mais do que o indignava, era repugnante, era indecoroso, era canibalismo.
            Quis a Providência que o jovem não chegasse aos termos de seus questionamentos, pois no momento seguinte outra rapariga em flor adentrou a oca. Repelida com igual veemência que a primeira, foi seguida de uma terceira, e quarta ofertas, todas das mais variadas idades, formas e encantos. Posteriormente, deduziu que se tratavam das filhas e irmãs do pajé. Ao cabo, quando principiava a fraquejar em sua determinação, reagiu recitando o poderoso e sempre infalível Salmo 91.
            Depois dessas tentativas infrutíferas, parece que os selvagens resignaram-se e desistiram de procurar agradá-lo. Por mais uma semana, o rapaz permaneceu sozinho em sua choça, sem que fosse incomodado com nenhuma outra visita intempestiva.
            Nesses dias de expectativa, entregou-se ao que melhor sabia fazer: orar. Orou e jejuou contrita e fervorosamente, até que numa bela manhã de domingo (ao menos é o que supunha) uma comissão de velhas, gordas e engorduradas mulheres índias, lideradas pelo pajé, agora alegre e expansivo, invadiu a oca e o agarrou à força pelas mãos e pés, levando-o com muita pompa e circunstância.
            Do lado de fora, um cenário ao mesmo tempo magnífico e estarrecedor estava montado à sua espera. Em redor do centro da taba, dezenas de pessoas acorreram das oito ocas que formavam a aldeia. Outras mais afluíam das aldeias vizinhas, e formavam um impressionante cordão de selvagens, todos muito ornados como se fossem a uma batalha. Ou a uma festa. O que de fato, como o francês logo constatou, era a cerimônia que estava prestes a começar. Uma festança, ou melhor, um banquete ritual com muita música e dança, regado a uma beberagem de alto teor alcoólico, chamada pelos indígenas de cauim. Consumido indistintamente por todos com muita avidez, esse aguardente era distribuído generosamente em vasilhas de cerâmica repletas até a boca. Até mesmo Dupont foi convidado a experimentá-lo. Convidado não é bem o termo, o certo seria dizer “forçado”.
            Logo, viu-se tomando grandes goles de cauim, que tiveram por efeito imediato acalmar os nervos e abrir sua consciência para uma nova perspectiva. A contragosto entregue à embriaguez, logo passou a rir e a divertir-se, misturando-se com os selvagens em suas cantorias e farras. Foi somente então que a luz se fez ante seus olhos. Como Paulo na estrada de Damasco, o rapaz ficou momentaneamente cego com a claridade da revelação que subitamente irrompeu em seu cérebro, varrendo as trevas do medo e ofuscando-o com a verdade irretorquível. Agora compreendia tudo, todo o calvário a que fora submetido naquelas semanas.
As provações e tentações impostas pela fartura de alimentos e as oferendas das cunhãs não passavam de um teste de fogo, para constatar até que ponto ele se manteria íntegro e se sucumbiria ou não aos apelos de Lúcifer. Superados os obstáculos que lhe foram impostos, estava finalmente sendo admitido nos seio da tribo, como amigo, aliado ou coisa ainda mais significativa. Sim, pela recepção calorosa que lhe faziam, pelo festim barulhento que os selvagens haviam preparado em sua homenagem, ele só podia estar sendo saudado como novo cacique tupiniquim, com todas as honrarias e deferências que sua nova posição exigia. Finalmente, estava prestes a contemplar o destino manifesto que Deus lhe reservara como governante daqueles selvagens incréus, como um farol a apontar-lhes o caminho que iria arrancá-los da barbárie e conduzi-los em segurança para a cristandade.
Essa certeza arraigou-se em sua alma, e ele se entregou sem mais reticências aos festejos, que acreditava piamente serem voltados à sua entronização como amo e senhor. Ria e cauinava desprendido. Não se importou sequer quando arrancaram-lhe as vestes e o conduziram até um monte de terra em frente à oca do pajé. Ali foi colocado de joelhos e uma das velhas lambuzadas aproximou-se com uma lasca de cristal e raspou-lhe as sobrancelhas, a barba e os poucos pêlos do corpo.
“Estão me preparando para a cerimônia de coroação”, refletiu ele, que achava tudo muito pitoresco e divertido.
Totalmente depilado e nu até as ventas, as índias o pintaram com tintas alegres por todo o corpo. Foi então levado para a frente de outra choça, a mais dilatada da taba, onde meia dúzia de maracás alinhavam-se diante da entrada. Acertadamente, o rapaz deduziu serem os ídolos tupiniquins, idéia que caía mal em sua sensibilidade calvinista. Amarraram aos seus pés um chocalho de conchas e puseram em sua cabeça um araçoiá, espécie de cocar feito com penas de papagaio, e que o francês julgou ser sua coroa. Em seguida, as mulheres, em uníssono, principiaram a cantar e a dançar, e fizeram sinais para que as acompanhasse, batendo os pés no chão ao compasso de sua música bárbara.
A dança atravessou a noite toda até o nascer-do-sol, que tingiu o céu de tons avermelhados e púrpuras, o que ajudou a dar à cena um colorido inusitado. Dupont já não se agüentava mais em pé e a exaustão ameaçava derrubá-lo quando da choça saiu um índio alto e corpulento. Na verdade, era o homem mais forte de toda a aldeia, não por acaso o mesmo que o havia resgatado do rio, ainda desfalecido. Agora trazia incrustado no rosto algumas pedras verdes e usava um colar de contas brancas, o boyra. Pintado da cabeça aos pés de cinza, vestia um manto de penas e empunhava um tacape de madeira, a que os indígenas chamavam de ibirapema.
As mulheres forçaram o rapaz a ficar novamente de joelhos, ao que ele não opôs resistência. Como um vassalo prestes a ser sagrado cavaleiro, baixou a cabeça, pensando:
“Eis o momento supremo. Agora receberei o cetro real, com o que serei coroado rei desse povo inculto. Irei converter a todos à única e verdadeira fé...”
O jovem não teve tempo de concluir o pensamento. O golpe da borduna, desferido pelo carrasco, fendeu-lhe o crânio na altura da nuca e ele caiu para frente, instantaneamente morto. Os miolos, ainda quentes de tanto pensar, esparramaram-se pelo chão misturados ao sangue, que ensopou a terra seca enquanto a malta selvagem corria para recolhê-lo em vasilhames e a besuntá-lo em seus corpos e órgãos genitais, avançando sobre seu corpo inerte com a voracidade de uma alcateia de lobos famintos. A um canto da praça central, a grelha era preparada para consumir sua carne, tenra e saborosa. O banquete durou a noite inteira e só terminou quando o último pedaço de suas vísceras foi devorado pelo último dos tupiniquins. Finalmente, Jean-Luc Dupont havia encontrado o destino pelo qual tanto havia ansiado.
           
São Paulo, 04 de junho de 2016










[1] A França Antártica, que teve vida curta, entre as décadas de 1550 e 1560.

[2]  “Rio dos Tubarões”, em tupi-guarani.

[3] Deus do sono na mitologia grega.

[4] Huguenotes, seguidores franceses das regras religiosas de Calvino.

[5] A região reservada aos glutões, segundo Dante Alighieri na Divina Comédia.

[6] A primeira mulher de Adão, na antiga tradição hebraica.

[7] Salmos 45, 4

[8] Os católicos.

0 comentários:

Postar um comentário

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Blogger Templates